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ROBERT ANDREWS MILLIKAN
FÍSICO E NORTE-AMERICANO (1868-1953)
Depois de graduar-se em Física nos Estados Unidos, Robert Andrews Millikan aperfeiçoou-se na Alemanha. Ao retornar, tornou-se professor da Universidade de Chicago.
A
partir de 1906, iniciou pesquisas para determinar a quantidade de carga
elétrica presente num elétron. Para tanto, analisou o comportamento que as
gotículas de água com carga elétrica manifestavam quando submetidas a duas
influências simultâneas: a da gravidade e a de forças magnéticas. (Como a
água evaporasse rapidamente, substituiu-a, em 1911, por óleo.) A medida que
adquiriam mais carga, as gotículas sofriam variações em seu movimento de
queda, chegando a deter-se ou até a elevar-se. Medindo cuidadosamente a
quantidade de carga que provocava a menor alteração possível, Millikan
concluiu ser ela exatamente a carga de um elétron. De fato, constatou que
todos os demais valores de carga que se podiam adicionar à gotícula eram
múltiplos daquele valor unitário.
Esse trabalho foi o último estudo necessário para provar definitivamente que a eletricidade possuía natureza corpuscular, e valeu a Millikan o Prêmio Nobel de Física de 1923.
Em
outros trabalhos experimentais, MiIIikan demonstrou serem verdadeiras as
equações deduzidas teoricamente por Einstein para explicar o efeito
fotoelétrico. O valor da constante de Planck também foi por ele determinado
experimentalmente, confirmando o previsto
pelos cálculos teóricos. A partir de 1921, passou a trabalhar no Caltech
(Instituto de Tecnologia da Califórnia), onde estudou os raios cósmicos
(nome que também ele criou). Em sua opinião, eles eram uma forma de
radiação eletromagnética, semelhante aos raios gama, porém mais intensos.
Outros pesquisadores mostrariam, mais tarde, que eles possuíam natureza
corpuscular.
Millikan dizia não ver qualquer conflito entre ciência e religião, e era seu desejo conseguir estabelecer elos entre esses dois campos.
BIBLIOGRAFIA
CHIQUETTO, Marcos; VALENTIM, Bárbara; PAGLIARI, Estéfano; Aprendendo Física; Editora Scipione; São Paulo; 1996