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Estudantes atuam como monitores na 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas

 


No total, 138 alunos de vários cursos foram selecionados para colaborar com a realização do maior evento cultural e literário do Estado

Deriky Pereira – jornalista
(Foto - Deriky Pereira)


Quem transita pelo Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, localizado no bairro do Jaraguá, nos últimos dias já percebeu a movimentação causada por conta da realização da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Mas, além dos visitantes convencionais, existem algumas pessoas que vem se destacando por um simples detalhe: a cor da roupa utilizada.

As pessoas que estão trajando a camisa cor de rosa com o logo da Bienal são responsáveis pela coordenação. Os que usam camisetas amarelas e também com o logo, trabalham na comunicação do evento – como este que vos escreve. E os que estão vestindo camisa azul, são os monitores – responsáveis por dar apoio e suporte aos expositores e visitantes do evento.

Uma delas é a Lívia Maria Alves, aluna de Engenharia Química, que caminha pelos corredores do Centro de Convenções com um fone no ouvido. A qualquer chamado, ela logo atende e se presta a ajudar. Mas, em meio a tanto trabalho, Lívia fez uma pausa para essa breve entrevista e, logo de cara, revelou o que a fez se inscrever para ser monitora.

“Me inscrevi por ser o maior evento literário de Alagoas. É uma oportunidade única de organizar e ser parte disso. Já estamos no sétimo dia de Bienal e tem sido muito gratificante trabalhar com todas as pessoas que vêm, com o público que nos visita e prestigia. É, realmente, um evento maravilhoso de se participar”, disse ela.

O Israel Braz, do curso de Serviço Social, disse ter tido dois pontos que motivaram sua inscrição: a programação do evento e uma proximidade das pessoas que viriam. Em seguida, lembrou de um terceiro, mas não menos importante. “Também pensei na experiência de organização do evento. E estou achando interessante. Já fui monitor do Caiite, mas foi lá na Ufal e foi uma experiência diferente, embora seja a mesma organização. Aqui é mais cultural e lá foi mais científico. Não que o científico não tenha sido interessante, mas aqui abrange mais coisas.”

Já a Ana Carolina Torres, do curso de Letras-Libras, teve um motivo especial. “Eu gosto muito da questão da extensão da Universidade e como meu curso é novo, eu queria estar representando-o nessa extensão que a Ufal proporcionou. Acho que agrega tanto em experiência como na responsabilidade em grupo e individual, como no acesso à cultura de diversos níveis e temas que a Bienal proporciona a todos”, revelou.

O Gilson Arruda, graduando do curso de bacharelado em História, atua pela primeira vez como monitor da Bienal. A princípio, segundo ele, a inscrição foi para cooperar na cultura do Estado por meio da Ufal e, também, “fazer um serviço louvável. Guiar as escolas, mostrar livros para as crianças entenderem a cultura que Alagoas tem, visto que nem sempre chega na escolas do interior e até mesmo da capital.”

O estudante revelou ainda que tem adorado a experiência. “Não tem explicação. Quanto mais a gente se dá, a gente quer ajudar, quer que eles conheçam. Se eu pudesse, estaria levando cada um em cada estande e mostrando cada um dos livros e o que eles dizem. E outra: toda vez que eu puder, vou me inscrever para participar. Mesmo se for voluntário, independente da bolsa, estarei aqui”, revelou.

A importância dos monitores

Stephanie Pimentel está participando de sua quarta Bienal do Livro de Alagoas. Por sua experiência – ela, que começou como monitora – foi requisitada para assumir a coordenação dos monitores desta oitava edição. O convite, segundo ela, partiu da equipe da Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) e, com propriedade, ela resumiu a importância dos monitores para o andamento do evento.

“São de fundamental importância. Além da experiência muito rica, não só de Bienal, mas para vida e academia, visto que eles transitam por vários setores aqui, adquirem experiências acadêmico-profissionais e para a construção do evento em si e das atividades. O público é muito intenso, temos escolas, acadêmicos, pessoas transitando a todo momento, do início ao fim da Bienal. Portanto, eles dão suporte em tudo isso”, explicou.

A coordenadora revelou ainda que dos 456 estudantes que se inscreveram, 138 foram selecionados para trabalhar nos dez dias de programação do maior evento literário e cultural do Estado. Antes, porém, eles participaram de um treinamento e a resposta sempre foi bastante positiva. “A experiência vem com o tempo. A maioria nunca trabalhou em Bienal, então pode não ter. Mas eles vão adquirindo e não é nada que seja muito difícil. A experiência é válida para eles e existe aquela troca: na medida em que a gente ensina, a gente também aprende”, apontou.

O que a Bienal representa para Alagoas?

A pergunta foi feita aos monitores entrevistados e, entre eles, um sentimento se mostrou em comum: a promoção da cultura e o incentivo à leitura. Para Lívia, “o nosso Estado tem muita deficiência nessa parte da educação. Então, mostrar para os jovens o mundo da leitura, a amplitude desse mundo, é essencial. As nossas crianças e jovens precisam saber que a leitura pode mudar vidas, abrir portas, é essencial ter esse contato”, salientou.

Na opinião da Ana Carolina, “essa concentração de literatura de diversos temas é positiva pelo fato de que Alagoas, em si, tem poucas bibliotecas e nem sempre a gente encontra preço acessível. Então, a oportunidade de, num local só, ter um acervo grande e para vários públicos tentarem achar algo que retribua para seu acervo e conhecimento, é muito importante”, disse.

O Israel notou um outro ponto que também é muito curioso: o envolvimento particular das crianças com a leitura. “Já participei de extensão com crianças e sei que é difícil atraí-los para essa questão da leitura. E eu vejo que eles promovem muito aqui, até por ser uma Bienal do Livro. Mas não é só isso, eu vejo as crianças escolhendo e comprando livro sozinhas! E têm as feiras, as demais atividades culturais, atrações que vêm de fora... Sem contar que, por ser gratuito, aproxima muito as pessoas da cultura produzida na Universidade e fora dela”, opinou.

Já o Gilson disse que a Bienal é um evento diferenciado. “Não tem um evento no Estado que reúna uma cultura que vem todas as classes como esse. Todos vêm e notam o quanto é importante isso aqui, as crianças pegam os livros e olham; aquelas que não conseguem ler, observam bem os desenhos, os professores ajudam... É um evento que ocorre de dois em dois anos, mas eu acho que deveria ser anual porque é muito bom. É o TOP do que Alagoas tem”, disse, entre risos.

Agradecimento aos monitores

Este repórter que vos fala tem uma confissão para fazer: gostaria de ter tentado conversar ou pegar uma fala sobre a sensação de atuar como monitor da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas com cada um dos 138 inscritos e participantes do processo. No entanto, como não conseguiu, avisa que os entrevistados aqui presentes, representam a vocês todos os que estão devidamente envolvidos com o maior evento literário e cultural do Estado de Alagoas.

Mas não é só ele, em nome de toda a equipe de comunicação do evento, quem agradece pelo trabalho desempenhado por vocês. A Stephanie também quis deixar uma palavra. “Agradeço, não só a eles, mas como a toda equipe. A Bienal só é construída a partir da ajuda também dos monitores e isso é possível graças a eles, que se inscreveram e se mostraram dispostos a atuar. Eles são importantes demais, como todo mundo tem sua importância, então a gratidão é imensa”, finalizou a coordenadora.