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Posse da direção da Escola Politécnica reafirma autonomia universitária

 

 

As professoras Tatiana Bittencourt Dumêt e Marcela Silva Novo foram empossadas pelo reitor João Carlos Salles nos cargos, respectivamente, de diretora e vice-diretora da Escola Politécnica, gestão 2018 a 2022, na manhã da segunda-feira, 29, em cerimônia na sala dos conselhos da reitoria da UFBA, com a presença de vários membros do Conselho Universitário entre os convidados.

Dar posse a uma nova direção, observou o reitor em seu pronunciamento, significa exercitar a autonomia universitária. As demandas da Universidade são retratos de um tecido vivo, “que reflete, debate, cresce e procura corresponder aos ideais mais profundos da universidade”, disse.

 

“Temos hoje um compromisso sério. Eu lembro que a Apub (Associação dos Professores Universitários da Bahia) nasce na Escola Politécnica, e naquele momento (sua fundação data de 6 de agosto de 1968) começa a reação dos professores que prezavam por esse tecido autônomo da universidade. A Escola Politécnica é um exemplo dessa qualidade e dessa dedicação aos valores da universidade”, afirmou o reitor.

Todas as demandas das unidades da UFBA são também, segundo ele, demandas da reitoria, e é interesse da Universidade ter suas obras concluídas. Mas o novo quadro político nacional deve aumentar a pressão orçamentária, “que nunca escondemos que existe. A procura por soluções será uma busca da universidade, não de cada unidade por si. Cada um traz suas energias, mas procuraremos soluções para toda a universidade”.

O reitor comentou ainda os ataques que vêm sendo feitos à instituição , “numa tentativa de envenenar o tecido da universidade, fazendo com que nossa diversidade vire diferença irreconciliável”. Referiu-se também à agressão física a uma aluna da UFBA, do Bacharelado Interdisciplinar , na noite de domingo, 28 de outubro, após o resultado das eleições, observando que não deixou de se reportar ao governador e solicitar providências, enquanto mobilizava pessoas da gestão para acompanhar a estudante.

João Carlos Salles falou sobre o que cabe ao corpo universitário fazer em situações de violência. “Primeiro, vamos continuar fazendo o que sabemos fazer, ou seja, produzir conhecimento, debater, ter alegria, ter coragem. Esse é o momento de cuidar da nossa gente, de cuidar de nossos valores, não ter vergonha de nossos valores”. Renunciar a certos valores equivaleria, disse, a “deixar de ser nós mesmos e não podemos aceitar a perda de nossa identidade”.

“Vamos usar todas as nossas armas. Quais são elas? As palavras, o conceito, a mobilização, a resistência, a fala e, claro, a arma imensurável de que somos e sempre seremos UFBA”, completou.

O reitor João Carlos Salles saudou a nova direção, lembrou a quase coincidência dos mandatos de Tatiana Dumêt e Marcela Novo com o seu próprio, e o quanto o primeiro período da gestão foi marcado por dificuldades e algumas demandas que não puderam ser atendidas. “É importante que elas sejam lembradas”, disse.

Tatiana Dumêt destacou que seu novo período de gestão será guiado pela objetividade, transparência, trabalho e exemplo. Falou sobre o aprendizado propiciado pelos quatro anos da primeira gestão, observando que “não se faz uma gestão exitosa sem apoio”.

Agradeceu aos terceirizados, assessores, professores e técnicos-administrativos, em especial aos alunos, “pelo incentivo ao nosso trabalho, por tornar nosso caminho mais alegre, mais dinâmico e desafiador”. Ressaltou que a Escola Politécnica abriga mais de 6 mil pessoas, oferece 11 cursos de graduação, 16 de pós-graduação, e dispõe de mais de 40 laboratórios de pesquisa.

Marcela Novo também agradeceu à comunidade da Politécnica e se disse honrada em compor a chapa com Tatiana Dumêt . “Nossos objetivos são garantir uma Escola Politécnica moderna e de excelência em seu ensino, pesquisa e extensão, com projeção nacional e internacional, capaz de desenvolver o máximo das ciências e também de impactar positivamente à sociedade”, disse.