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Professor da Rede Estadual de Ensino de Pernambuco concorre ao Global Teacher Prize

 

 

O docente está na lista dos 50 melhores do mundo
Assessoria de Imprensa - PE

 

O professor Jayse Ferreira, da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Frei Orlando, em Itambé, Zona da Mata de Pernambuco, está na lista dos 50 melhores professores do mundo e concorre ao prêmio de US$ 1 milhão no Global Teacher Prize, considerado o prêmio Nobel da Educação. Apenas dois brasileiros estão na lista, que, além de Jayse, com com uma professora de São Paulo. O resultado e cerimônia de premiação acontece em março de 2019 em Dubai, capital dos Emirados Árabes.

Mais de 10 mil candidatos de 179 países de todo o mundo participaram da seleção, cujos critérios avaliavam os impactos causados nas comunidades pelas práticas pedagógicas realizadas pelos docentes; inovação; capacidade de melhoria da profissão do docente; relevância no processo de construção da cidadania dos estudantes envolvidos, entre outros.

Os projetos de Jayse mexem com a autoestima dos estudantes da unidade de ensino e todos eles foram relatados no Global Teacher Prize. Em 2014, ele ganhou o título de “Melhor Professor do Brasil” pelo prêmio Professores do Brasil com o projeto sobre etnias, onde estudantes se caracterizavam com elementos de várias culturas do mundo inteiro e se tornavam modelos num ensaio fotográfico com direito a superprodução. Em 2017 o professor orientou um projeto de cinema em que os estudantes produziram curtas-metragens.

“Para mim, ser indicado a esse prêmio já é uma grande vitória. Vir do interior do nordeste brasileiro, com poucos recursos, concorrer com países de primeiro mundo e ficar entre os 50 melhores é uma sensação indescritível. O importante não é ficar entre os dez primeiros, mas mostrar aos estudantes que a gente é capaz de se destacar, de fazer um trabalho legal, independentemente de onde viemos”, declara o professor.

“Sair da caixa é fundamental. A gente não pode ficar preso aos livros. Nós, enquanto professores, temos que fazer os alunos se enxergarem enquanto cidadãos, enxergarem suas origens, se reconhecerem dentro e fora da escola, gostarem do que são, para depois conhecer o mundo e gostar dos livros. Eu trabalho com o socioemocional desses jovens e a resposta é sempre positiva”, completa o docente.

Em fevereiro de 2019, o Global Teacher Prize divulgará os dez finalistas que participarão da cerimônia no mês seguinte.