Clique aqui para fechar esta janela Voltar a página anterior
Quem associou a mecânica de turbinas eólicas aos antigos moinhos da Holanda, às velhas torres de bombeamento de petróleo e aos cata-ventos comuns nas fazendas não errou. No entanto as modernas turbinas de torres tubulares - as mais antigas ainda têm estrutura de metal entrelaçado - aplicam princípios da engenharia aeronáutica para gerar energia. O segredo da melhor conversão do movimento do ar em energia elétrica está no design das pás da hélice: cada pá tem o mesmo formato que as asas de um avião.
As três pás têm freios aerodinâmicos nas pontas, acionados em caso de excesso de vento (velocidade acima de 20 m/s), turbulências e raios. Por causa desses fatores, a escolha do local de instalação é fundamental para uma boa geração de energia. A estrutura interna é composta por um rotor, que liga a hélice à nacela, compartimento onde ficam o gerador e os sensores de velocidade, direção e temperatura do vento. O rotor transmite os movimentos da hélice para a nacela e também os comandos desse compartimento para as pás. Da nacela saem os cabos que levam a energia convertida para a rede elétrica e para os computadores do sistema de controle (no local e na UFPE).
O centro de testes, em Olinda, conta com uma estação anamométrica, que mede todos os dados sobre os ventos em três níveis de altura (10, 20 e 30 metros). Outro sensor, instalado a 6 km, em uma antena de 110 m, coleta os mesmos dados de 10 em 10 minutos. Tanto em Olinda quanto em Fernando de Noronha a energia eólica é somada à gerada em hidro e termoelétricas, em um sistema híbrido. Isso é necessário porque, na ausência de ventos, não será possível contar com a energia eólica. Mas os pesquisadores do CBTTE já estudam a viabilidade de armazenar parte da energia eólica produzida em baterias, de modo que o sistema possa ser independente.