COLÉGIO MARISTA DE MACEIÓ
Trabalho Avaliativo
Aluna: Laís Cortez
Professor: Jairo Gomes
Disciplina: Física
Série/Turma: 2º ano ”B’’
Data: 01/09/09

 

Adeus aos óculos

Depois da miopia, é a vez da cirurgia
a laser para corrigir a hipermetropia

Sérgio Teixeira Jr. 

Chegou a vez de quem tem hipermetropia, deficiência que dificulta sobretudo a visão de perto. Uma operação relativamente simples, de apenas cinco minutos e que não exige internação, pode ser a solução definitiva na maioria dos casos. Em vez do assustador bisturi, o problema é resolvido com feixes de raio laser. Não há sangue derramado, dor ou cuidados extraordinários no pós-operatório. O mais fascinante é que o paciente já sai da clínica com a visão em foco, dispensando os óculos. Até bem pouco tempo atrás, essa era uma bênção restrita aos míopes, cuja deficiência é a visão de longe. Faltava aos equipamentos a precisão necessária para ser usados na operação de hipermetropia. Só no ano passado a nova técnica cirúrgica foi liberada nos Estados Unidos e rapidamente se difundiu no Brasil. "Hoje, a operação de hipermetropia tem resultados tão bons quanto a de miopia", diz o oftalmologista Ednei Nascimento, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa.

Antonio Milena

Solheiro: leitura de receita logo após a cirurgia


Há dois hipermétropes para cada três míopes. A hipermetropia caracteriza-se por uma anormalidade na curvatura da córnea, menor que a normal (veja quadro). Não deve ser confundida com a presbiopia, a vista cansada decorrente da idade, ainda sem cura. Em pequeno grau, a hipermetropia chega a ser ignorada pelo paciente, pois não exige óculos corretivos para dirigir ou assistir a um filme. Nos casos mais graves, a hipermetropia torna-se um terror estético, pois os óculos corretivos dão a impressão de aumentar o tamanho dos olhos. Talvez por isso o preço relativamente salgado da cirurgia – em torno de 1.500 reais por olho – não tem servido para diminuir a procura nos consultórios. "Li uma receita médica imediatamente depois da operação", alegra-se José Luiz Solheiro, delegado do Patrimônio da União em São Paulo. Com 3,5 graus de hipermetropia, duas semanas atrás ele entregou os olhos ao laser. "Já nem me lembrava mais de como era ler sem os óculos."

Desde a chegada das primeiras máquinas especializadas em correção de problemas de visão, em 1991, o número de cirurgias realizadas no Brasil cresceu em um ritmo espantoso. Em 1994, foram 15.000. No ano passado, ultrapassaram a marca das 140.000. Apesar do entusiasmo com a nova técnica, é preciso cautela. A cirurgia não se destina a todos. Os médicos evitam operar pacientes com mais de 4 graus de hipermetropia. Isso porque não há garantias de sucesso em casos de deficiência mais acentuada. Dessa forma, o principal complicador em potencial da operação é a expectativa do paciente. "O laser é muito eficiente, mas não faz nenhum milagre", diz Paulo Augusto de Arruda Mello, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. "Em muitos casos sobra um grau residual, e o paciente deve saber que os óculos ainda podem ser necessários para a leitura."

Sérgio Teixeira Jr. (Revista Veja - http://veja.abril.com.br/140799/p_073.html)

 

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Clique na pergunta para obter a resposta.

1. Como se caracteriza a Hipermetropia?

 

2. Qual o formato da córnea de quem possui esse defeito?

 

3. De que maneira é feita a cirurgia para tratar a Hipermetropia?

 

4. Qual a diferença entre Hipermetropia e Miopia?

 

5. Por que os médicos evitam operar pacientes com mais de 4 graus?

 

6. Por que a Hipermetropia não deve ser confundida com a Presbiopia?