- COLÉGIO MARISTA DE MACEIÓ
- Trabalho Avaliativo
- Aluna: Laís Cortez
- Professor: Jairo Gomes
- Disciplina: Física
- Série/Turma: 2º ano ”B’’
- Data: 01/09/09
OLHOS
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O olho tem uma estrutura tão engenhosa que é usada por correntes religiosas como argumento contra a teoria da evolução de Charles Darwin. Os adeptos do criacionismo consideram que um órgão composto por várias partes que funcionam de forma tão sincronizada só possa ser produto divino. A visão é resultado de um complexo jogo mecânico em que a córnea e o cristalino desviam os raios luminosos que chegam ao olho para centralizá-los sobre a retina. Na retaguarda, vários músculos atuam em conjunto, estimulados por nervos cranianos, para mover os olhos em todas as direções. Com o passar do tempo, diversos fatores ameaçam o funcionamento dessa máquina. Depois dos 40 anos, a presbiopia, conhecida como vista cansada, é praticamente inevitável. A presbiopia ocorre quando o cristalino, que é basicamente uma lente de aumento, se enrijece e perde a capacidade de focalizar objetos próximos. A solução mais comum é o uso de óculos. O melhor recurso para preservar a juventude dos olhos é indireto: combater, com remédios e tratamento médico, doenças típicas da maturidade que podem diminuir a visão ou provocar a cegueira. Entre os diabéticos, os riscos de ficar cego são 25 vezes maiores. O diabetes prejudica o sistema de irrigação sanguínea dos olhos, provocando hemorragias e descolamento da retina. A partir dos 50 anos, pode ocorrer a degeneração macular. A mácula é a região mais central do olho e garante a percepção de formas, cores e detalhes. Hoje há várias técnicas cirúrgicas que prometem recuperar parte da visão perdida com a idade. Uma das mais recentes é a ablação multifocal, na qual o médico usa feixes de laser para moldar a córnea, transformando-a numa espécie de lente com focos para várias distâncias. "A parte central da córnea é lapidada para ter uma boa visão para perto, e a de fora, para enxergar bem de longe", explica o oftalmologista Claudio Lottenberg, do Hospital Israelita Albert Einstein. As técnicas cirúrgicas para tratar a catarata – doença que se caracteriza pela perda de transparência do cristalino – também estão mais avançadas. Na chamada facoemulsificação, um aparelho de ultra-som emite ondas que dissolvem o cristalino, a seguir aspirado através de um pequeno corte e substituído por uma lente artificial. Como o corte necessário para extrair o cristalino é menor que o feito nas técnicas tradicionais, o pós-operatório fica mais simples.
Revista Veja - http://veja.abril.com.br/240506/p_102.html
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